Glúten, o vilão

Olá pessoal! Espero que estejam todos bem!

Hoje o assunto é mais sério do que pensamos. Quero compartilhar com vocês uma pesquisa que fiz sobre o consumo de um produto que para a maioria das pessoas é dado como inofensivo e muitas vezes até inexistente. Só que de inofensivo ele não tem nada. E a gente vai ver o porque disso tudo!

Mas já peço desculpas a todos, porque certamente essa informação não será algo fácil de digerir (como não foi pra mim), pois hoje em dia é muito raro não tê-lo em nossas refeições e na grande maioria dos alimentos industrializados que infelizmente crescemos aprendendo a consumi-los sem a menor culpa ou preocupação.
Sem contar o bombardeio de informações ditas como “positivas e saudáveis” vindas da mídia, em relação a ele. Mas vamos aos fatos, que sobre a mídia falamos noutro momento. Afinal, será que todos sabem o que é e para que serve o glúten?

O glúten é a combinação de dois grupos de proteínas: a gliadina e a glutenina, encontradas dentro de grãos de trigo, cevada e centeio – mais precisamente no endosperma, a reserva nutritiva do embrião da planta.
Muito conhecido por todos nós, está presente em massas como o pão, o macarrão, o bolo e as bolachas. Ele tem a função de deixar a massa mais elástica para ser trabalhada e, ao mesmo tempo, resistente para não arrebentar quando esticada. Também é encontrado em muitos outros produtos como cremes prontos para lanches e saladas (como a mostarda por exemplo), temperos prontos e muitos outros. Além disso, bebidas como cerveja e whisky também contêm glúten, pois são feitas a partir do malte da cevada. Por ai já conseguimos observar a sua utilidade na cozinha, não é mesmo?

Mas devemos ter muita atenção com esse vilão. Nos últimos anos houve um aumento significativo no número de pessoas com intolerância ao glúten ou portadores de doença celíaca.

Em 2007, o European Journal of Gastroenterology & Hepatology publicou uma pesquisa onde se observou um grupo de 3.000 doadores de sangue. O resultado mostrou que, em cada 214 pessoas, ao menos uma era portadora da doença celíaca. E estes números estão crescendo rapidamente, ressalta a pesquisa.

Segundo o médico cardiologista e nutrólogo Dr. Lair Ribeiro, o pão que comemos hoje não é o mesmo pão que se comia antigamente. Entre o pão de antigamente e o pão que comemos atualmente, houve um aumento de 400% na concentração de glúten, através da manipulação genética do trigo, feita pela indústria.Esse aumento do glúten pode causar uma lesão no intestino, que por fim se torna hiper permeável (hiper permeabilidade intestinal).

O intestino começa a deixar passar proteínas que não deveriam passar. Essas proteínas deveriam ser destruídas no aparelho digestivo, e assim seriam absorvidas na forma de aminoácidos.

Pois bem. Só que por conta da hiper permeabilidade intestinal, quando comemos glúten, essa proteína que não foi digerida entra na corrente sanguínea. Quando ela entra no sangue, nosso organismo a detecta como sendo um corpo estranho, e com isso acaba criando um anticorpo com a função de combatê-la.

Na tireoide, há um componente chamado tireoglobulina, que possui exatamente a mesma cadeia de aminoácidos dessa proteína que acabou de entrar no corrente sanguínea. Como o organismo criou um anticorpo contra essa proteína, esse anticorpo irá destruir sua tireoide – chamado de Tireoidite de Hashimoto (doença autoimune na qual o próprio organismo produz anticorpos contra a glândula tireoide levando a uma inflamação crônica que pode acarretar o aumento de volume da glândula (bócio) e diminuição do seu funcionamento (hipotireoidismo)).

Segundo o próprio Lair Ribeiro, a maioria das doenças autoimune começa no intestino.

“A saúde e a doença começa e termina no intestino” (provérbio chinês)

Um alerta em específico sobre o glúten.

O glúten mal digerido leva à formação de um tipo de compostos chamados gluteomorfinas. As gluteomorfinas, tal como o nome indica, são derivados do glúten, e pelo que o nome ainda sugere, tem um efeito idêntico à morfina. A morfina é considerada um composto opioide.

O nosso organismo produz, naturalmente, compostos opioides. Os compostos opioides mais conhecidos são as endorfinas – substâncias que o nosso organismo produz e que nos dão a sensação de bem-estar, euforia e prazer. As endorfinas são as responsáveis por nos sentirmos felizes depois do exercício físico por exemplo, e é também a estas que devemos agradecer o prazer do orgasmo. As endorfinas também são produzidas quando praticamos um ato de bondade.
Descobriu-se que alguns dos alimentos que consumimos também são capazes de levar à formação de compostos opioides, nomeadamente o trigo e a cevada.

Agora fica fácil de entender porque o famoso pãozinho francês, por exemplo, é tão viciante que a gente nem consegue imaginar em tirá-lo da nossa vida!

E pasmem, “O parâmetro adotado no mundo inteiro considera sem glúten um produto que contenha menos do que 20 mg dessa proteína por quilo de alimento”, explica Marcelo Rogero, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e nutricionista da SBAN (Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição).

Portanto, até o rótulo de um determinado alimento onde exibe a frase “Não contém glúten”, pode estar mascarando a presença da substância.

Acredito que temos motivos de sobra para bani-lo das nossas refeições, penso eu!

Mas como não gosto de dar somente notícias ditas como ruins, olha só que lista deliciosa de alimentos sem glúten:

  • Frutas;
  • Legumes e verduras;
  • Farinha de arroz, mandioca, amêndoa, milho, feijão, ervilha, soja, inhame;
  • Arroz, amaranto, araruta, trigo sarraceno, quinoa;
  • Milho e seus derivados;
  • Tapioca;
  • Fécula de batata;
  • Sal, açúcar, chocolate em pó e cacau;
  • Óleos vegetais e azeite.

Esses alimentos e outros produtos feitos apenas com esses ingredientes, como bolo de fécula de batata, por exemplo, podem ser consumidos tranquilamente numa dieta sem glúten.

Aproveite e dê uma espiada na nossa página de receitas sem glúten, sem lactose, e muito mais!

 

Até a próxima!
André Ferrari – Villa do Bem


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